Cotidiano

Vacina de Oxford começa a ser aplicada no Reino Unido

Pessoas dos grupos de risco no Reino Unido começaram a ser imunizadas contra a Covid-19 com a vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca nesta segunda-feira (4). O país é o primeiro do mundo a aplicar o produto em sua população.

De acordo com o portal Bem Estar, do G1, o serviço público de saúde britânico (NHS, na sigla em inglês) informou que 520 mil doses estão prontas para serem distribuídas. Ou seja, 260 mil pessoas devem ser vacinadas, já que o imunizante é aplicado em duas doses.

A primeira pessoa a receber o composto foi Brian Pinker, de 82 anos, em um hospital da Universidade de Oxford. Além de ser idoso, o homem também faz diálise.

Na esteira da segunda onda de contaminações pelo mundo, o Reino Unido registrou uma média diária de 50 mil diagnósticos positivos para o coronavírus nos últimos seis dias. Neste domingo (3), o país contabilizou 54.990 novos casos e 454 mortes.

O Reino Unido já tinha aprovado a utilização da vacina produzida pela Pfizer em parceria com a BioNTech, que está sendo aplicada desde o dia 8 de dezembro.

A ideia é vacinar as pessoas com a segunda dose dessas vacinas 12 semanas após a primeira injeção.

Quem também autorizou o uso emergencial da vacina de Oxford foi a Argentina, mas a aplicação ainda não foi iniciada.

No Brasil, a Fiocruz pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para a importação excepcional de 2 milhões de doses deste imunizante.

O imunizante não teve ainda utorização de uso emergencial ou registro sanitário, etapa essencial para ser aplicada na população. Por isso o pedido é considerado excepcional.

O presidente da Fiocruz estimou a entrega dos documentos finais para a autorização de uso emergencial até o dia 15 de janeiro.

Dessa forma, o primeiro lote, com 1 milhão de doses, deve chegar entre 8 e 12 de fevereiro.

De acordo com um estudo publicado na revista cientívica “The Lancet”, o imunizante de Oxford tem eficácia média de 70,4% e é seguro. Quando administrado com meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, ele foi 90% eficaz. Com duas doses completas, a taxa caiu para 62%.

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