Cenário políticonacionalPolítica

Deputada Flordelis tem alta médica depois de ingestão excessiva de medicamentos

Depois de ser submetida a uma lavagem estomacal para se livrar do excesso de medicamentos ingeridos na terça-feira (23), a deputada federal Flordelis teve alta no começo da tarde desta quarta (24).

A informação foi confirma pela assessoria de imprensa da parlamentar, que informou ainda que ela seguiu para sua casa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde segue sendo cuidada.

Questionada sobre o que houve com Flordelis, a assessoria disse apenas que a deputada está sob muita pressão da opinião pública, que já a condenou antes mesmo do fim do processo em que é acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

A terça-feira (23) também foi o dia em que a deputada teve o seu mandato suspenso pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que a afastou por achar que o fato dela ser parlamentar possibilita uma situação privilegiada em relação ao demais réus em relação à construção de sua defesa no processo.

“Inicialmente é de se assinalar ser irrefutável que a condição de parlamentar federal que ostenta, no momento, a ora recorrida, lhe proporciona uma situação vantajosa em relação aos demais corréus da ação penal originária. Tanto assim, que não foi ela levada ao cárcere. Inquestionável, também, que o poder político, administrativo e econômico da ora recorrida lhe assegura a utilização dos mais diversos meios, a fim de fazer prevalecer a sua tese defensiva”, disse durante a audiência o relator do processo, o desembargador Celso Ferreira Filho.

A decisão foi seguida por outros dois desembargadores, e deverá ser levada ao pleno da Câmara dos Deputados para ser confirmada ou não, como prevê a Constituição.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados também instaurou na terça-feira (23) o processo disciplinar que pode levar à cassação da deputada Flordelis (PSD-RJ). Veja no final da reportagem como será o prosseguimento do processo.

Câmara dos Deputados analisa decisão

decisão do TJ-RJ vale por um ano ou até o término da instrução criminal do caso Anderson do Carmo e, tal qual no caso do deputado Daniel Silveira, deverá ser encaminhada em até 24 horas para a Câmara dos Deputados para que o pleno decida se mantém ou não o afastamento determinado pelos desembargadores, conforme prevê a Constituição.

“Estou votando, portanto, para conhecer do recurso no sentido de dar a ela provimento para determinar a suspensão do exercício de qualquer função pública da recorrida, inclusive, a parlamentar até o exaurimento completo do julgamento final, pelo prazo máximo de um ano, remetendo-se a presente decisão, em 24 horas, à colenda Câmara dos Deputados, para que delibere na forma prevista do artigo 53, parágrafo 2º, da Constituição Federal”, declarou Celso Ferreira Filho em sua decisão.

Além da decisão da Câmara, ainda cabe recurso junto ao próprio TJ-RJ.

Processo no Conselho de Ética

Após a instauração do processo no Conselho de Ética, foi feito o sorteio de uma lista tríplice entre os integrantes do colegiado para definir um relator para o caso. Foram sorteados:

  • Alexandre Leite (DEM-SP)
  • Fábio Schiochet (PSL-SC)
  • Gilson Marques (Novo-SC)

Agora, caberá ao presidente do Conselho de Ética, Juscelino Filho (DEM-MA), escolher um nome a partir dessa lista para ser o relator.

Tornozeleira

Em setembro passado, a juíza Nearis Arce dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Niterói, preferiu não afastar Flordelis do cargo, porque, segundo ela, os crimes não têm relação direta com a função parlamentar.

Por isso, os promotores recorreram. Mas, desde então, Flordelis precisa cumprir outras medidas restritivas :

  • Usa tornozeleira eletrônica.
  • É obrigada a ficar na casa da família em Pendotiba ou no apartamento funcional em Brasília, entre 11 da noite e 6 da manhã.

O pastor Anderson do Carmo foi executado na madrugada de 16 de junho de 2019, na garagem de casa.

As investigações mostraram que ele controlava toda a parte financeira e ainda as carreiras política, religiosa e artística da deputada, o que causava revolta em muitos integrantes da família.

Flordelis só não foi presa porque tem imunidade parlamentar. Os outros 10 réus estão na cadeia, entre eles sete filhos e uma neta da deputada.

Por: G1

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo