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Contra o Ceará, Bahia tem chance de errar menos e vingar o passado sombrio

Um grupo de heróis junta os cacos de uma derrota que abalou as estruturas da Terra. O grande algoz deles sobressaiu, deixando cicatrizes que nunca serão superadas. Agora, imagine que esse grupo pode voltar no tempo, revisitar todos os erros do passado, consertá-los e, quem sabe, construir um futuro melhor. Sim, estou falando de Vingadores: O Ultimato. Mas também estou falando do Bahia.

Neste sábado, 1º, em Pituaçu, os atuais jogadores do Tricolor têm a chance de começar uma vingança e serem alçados ao posto de heróis. O adversário da final da Copa do Nordeste, o Ceará, representa uma série de lembranças dolorosas que o apaixonado pelo Esquadrão quer apagar da memória.

Nas últimas duas vezes que os clubes se enfrentaram na decisão regional, o Vozão não deu brecha: venceu todas as quatro partidas, sagrando-se campeão em 2015 e em 2020. Mais: o Alvinegro está invicto há sete jogos contra o Tricolor, com cinco vitórias e dois empates, por qualquer certame.

Se o Esquadrão não pode contar com o Doutor Estranho para viajar no tempo e alterar o passado, ao menos pode aprender com os erros. Dado Cavalcanti tem a missão de conseguir o que nenhum dos dois últimos treinadores do Bahia conseguiu: vencer. Não só uma batalha, mas a guerra. Afinal, os únicos títulos conquistados pelo clube desde que Guilherme Bellintani assumiu a presidência, em 2018, foram estaduais.

Massacre

Agora, leitor, imagine os Vingadores se unindo com os X-Men e vindo para cima de você, um mero ser humano sem superpoderes. Ninguém quer isso, né? Não é à toa que a Marvel chama esse episódio em sua história de ’Massacre’. A sensação é parecida com a que tem o Bahia quando vê o Ceará pela frente.

Independentemente do momento, o Tricolor sempre entra em campo apático, como se estivesse com medo de um adversário insuperável. Em 2020, mesmo tendo a oportunidade de jogar duas vezes a final do Nordestão em Pituaçu, ‘campo de guerra’ bem conhecido, por causa da pandemia, não viu a cor da bola.

No Brasileirão, a mesma coisa. Estava invicto no primeiro turno, até encontrar com o Ceará. No segundo turno, esperava uma reação contra o rival nordestino, após duas derrotas seguidas. Não deu.

Esse é um ponto que Dado terá que trabalhar bem no vestiário. Além do Vozão ser um time com ideias de jogo mais consolidadas – Guto Ferreira já está à frente da equipe desde 2020 – também leva vantagem na batalha psicológica.

“Minha expectativa é que entremos em campo com o mesmo nível de competitividade dos jogos decisivos que enfrentamos anteriormente”, afirmou o técnico em entrevista coletiva.

Guerra Civil

Uma coisa que não desperta preocupação, neste momento, é o ambiente do clube. Dado tem os jogadores na mão, e o grupo aparenta se entender bem. As goleadas são fruto disso. Das seis partidas que o Bahia venceu na temporada, só uma foi por menos de dois gols – contra o ABC.

Porém, tem horas que, dentro de campo, as coisas não fluem. Foi assim contra Vitória, CSA e Fortaleza, todos na fase de grupos do Nordestão. Essa ‘guerra civil’, que já foi mais recorrente, não pode dar o ar da graça.

Calendário e contratações

O Bahia vai solicitar à Federação Bahiana de Futebol (FBF) o adiamento do jogo contra o Jacuipense, marcado para o dia 5 de maio. A última rodada do Campeonato Baiano ocorrerá um dia após o jogo do Bahia pela Copa Sul-Americana, contra o Independiente (ARG). O presidente Guilherme Bellintani informou à FBF que poderia usar jogadores de transição no torneio continental e que, por isso, seria impossível cumprir esse calendário.

No campo das contratações, Fluminense e Bahia terminaram a negociação pelo atacante Fernando Pacheco sem acordo. Por conta da lesão do jogador, ele não poderia ser utilizado na Copa do Nordeste e na Sul-Americana.

*Sob supervisão do editor Daniel Dórea

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