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Bahia recebe Independiente pela liderança do grupo na Sul-Americana

Desde cunhado o termo pelo filósofo Bruno Henrique, o “ôto patamar” virou o lugar-comum dos lugares-comuns do linguajar futebolístico brasileiro. Sendo assim, para fugir do óbvio, partimos para uma grande ideia: mudar o idioma. Nesta terça-feira, 4, às 19h15, em Pituaçu, o Bahia terá um desafio de ‘otro escalón’ pela Copa Sul-Americana.

Até então, o Tricolor teve pela frente 15 equipes estrangeiras em jogos oficiais por competições continentais (confira a lista completa no quadro ao lado). Nenhuma, entretanto, tem a força e tradição do adversário desta noite: o Independiente. Também, pudera, o Rey de Copas é o maior campeão da história do torneio mais importante das Américas, a Libertadores, com sete títulos. O time é ainda o quarto com mais conquistas no Campeonato Argentino: 16.

Dos rivais que o Esquadrão já encarou, os que mais se aproximam (mas nem tanto) do Independiente são o também argentino San Lorenzo – quinto maior campeão nacional, com 15 taças, além de ter um título da Libertadores e outro da Sula – e o colombiano Atlético Nacional – maior vencedor de seu país, com 16 troféus, e bicampeão da Libertadores. Dos outros 13 adversários que o Bahia enfrentou, só um ganhou título continental: o Defensa y Justicia (ARG), que venceu entre esta temporada e a passada a Recopa e a Copa Sul-Americana.

Quem também já faturou a Sula foi o próprio Independiente, que, nas decisões, superou dois brasileiros: o Flamengo em 2017 e o Goiás em 2010.

Bicho-papão no passado, o Rey de Copas, porém, não assusta mais tanto assim. Suas últimas conquistas relevantes foram justamente as da Sul-Americana. Na Argentina, o título mais recente foi o do Torneo Apertura, em 2002. E na Libertadores, que fez sua fama, as glórias são muito mais antigas. Datam de 1964, 65, 72, 73, 74, 75 e 84.

Na atual edição da liga nacional, o time venceu apenas um dos últimos sete jogos, e sofreu quatro derrotas. Esse foi, inclusive, o resultado de domingo: mesmo em casa, levou 1 a 0 do Atlético Tucumán. A equipe ocupa a quinta colocação no Grupo B.

Deve-se pontuar, entretanto, que titulares ganharam descanso no confronto, visto que o Independiente tem reservado forças para os jogos da Sul-Americana. Ganhou os dois jogos iniciais do Grupo B. É líder após vencer Guabirá fora de casa e Montevideo City Torque como mandante, ambos por 3 a 1. Assim, o jogo de Pituaçu vale a liderança, já que o Bahia, também invicto, soma quatro pontos (depois do 1 a 1 com o Montevideo e o 5 a 0 sobre o Guabirá) e, se vencer, ultrapassa o oponente.

Por conta da importância da partida, o técnico tricolor, Dado Cavalcanti, não deve repetir o que fez contra o Guabirá, quando poupou titulares e usou até jogadores do time transição – que, por sinal, entrará em campo nesta quarta-feira, 5, pelo Baianão, pois a FBF não aceitou o pedido de adiamento feito pelo Bahia. O único desfalque é Rossi, ainda cumprindo suspensão por conta uma expulsão na edição passada do torneio.

O atacante Gabriel Novaes, que já não vinha sendo utilizado nas últimas partidas, finalmente teve sua transferência ao Red Bull Bragantino oficializada. Recém-contratado, o também avante Maycon Douglas foi apresentado e pode estrear nesta terça.

Dinheiro emprestado

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, explicou na segunda, 3, por que emprestou R$ 1 milhão ao Bahia, sem juros, informação revelada na assembleia que aprovou as contas do clube na última sexta. Ele disse que fez o empréstimo (já reembolsado) para pagar salários de funcionários que ganham até três salários mínimos.

Jogos oficiais do Bahia contra gringos

SAN LORENZO (ARG) – Na estreia de um brasileiro na Libertadores, em 1960, o Bahia venceu na Fonte por 3 a 2, mas levou 3 a 0 na volta. O San Lorenzo soma 15 títulos argentinos, uma Libertadores e uma Sul-Americana

DEPORTIVO ITALIA (VEN) – Contra um time venezuelano que ganhou a liga nacional cinco vezes, o Bahia foi eliminado da Libertadores de 1964: 0 a 0 na Venezuela e 2 a 1 no Peru

MARÍTIMO (VEN) – O Marítimo, com quatro títulos da liga nacional, empatou em casa (0 a 0) e levou 3 a 2 na Fonte, no Grupo 2, em 1989

UNIVERSITARIO (PER) – Nas oitavas em 89, empate por 1 a 1 na casa do Universitario (maior campeão peruano, com 26 títulos, e vice da Liberta em 1972) e triunfo em Salvador por 2 a 1

ATL. NACIONAL (COL) – Duas vezes vencedor da Libertadores e maior campeão da Colômbia (16 títulos), o Nacional derrubou o Bahia nos pênaltis nas oitavas da Sula de 2013

CÉSAR VALLEJO (PER) – O Bahia caiu novamente nos pênaltis, nas oitavas da Sula de 2014. O César Vallejo nunca venceu o Campeonato Peruano

BLOOMING (BOL) – Contra a equipe cinco vezes campeã boliviana, o Esquadrão levou 1 a 0, mas fez 4 a 0 na Fonte e foi à 2ª fase da Sula de 2018

CERRO (URU) – Com triunfo por 2 a 0 em Salvador 1 a 1 fora, o Bahia foi às oitavas da Sula de 2018 ao despachar o Cerro, sem títulos uruguaios

LIVERPOOL (URU) – Frente a outro time até então sem título nacional, o Tricolor caiu na fase inicial da Sula de 2019: 1 a 0 na Fonte e empate sem gols fora

NACIONAL (PAR) – O Bahia passou da primeira fase da Sula de 2020 ao fazer 3 a 0 em casa e levar 3 a 1 fora. O Nacional tem nove títulos paraguaios

MELGAR (PER) – Diante de um time duas vezes campeão peruano, o Tricolor avançou às oitavas da Sula de 2020. Levou 1 a 0 fora, mas fez 4 a 0 na volta

UNIÓN SANTA FE (ARG) – Para chegar às quartas, o Bahia superou uma equipe que foi no máximo vice-campeã argentina: 1 a 0 em casa e 0 a 0 fora

DEFENSA Y JUSTICIA (ARG) – Com derrotas por 3 a 2 e 1 a 0, o Tricolor perdeu nas quartas para o time que viria a ser o campeão. Clube em ascensão, o Defensa faturou também a Recopa Sul-Americana em 2021

MONTEVIDEO C. TORQUE (URU) – Contra a filial do Manchester City no Uruguai, na estreia da Sula de 2021, empate por 1 a 1 em Montevidéu. O time só tem títulos em divisões inferiores

GUABIRÁ (BOL) – O Bahia conseguiu sua maior goleada em jogo oficial contra time de fora: 5 a 0 em Pituaçu. O Guabirá tem um título nacional

Por: A TARDE

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